A Cidade

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por Prefeitura
27/05/2015 10:00
Fundação: Não há registro, pesquisas remontam às primeiras décadas da segunda metade do sécuilo XVIII.

Denominações anteriores: Quilombo e União

Padroeira: Nossa Senhora das Dores, cuja festa ocorre no dia 15 de setembro.

Aniversário da cidade: Comemora-se no dia 17 de dezembro.

Origem Toponimica

Teve, primitivamente a denominação de Quilombo, por haver sido em tempos remotos guarida de muitos negros chamados quilombolas. Esse nome perdurou por longos anos; mais tarde, porém, foi mudado para União, em virtude do Decreto Municipal 148 de 20/05/1896, que regulamentou a Lei 5 de 15/02/1896 do conselho distrital. Atualmente recebeu o nome de Bias Fortes prestando homenagem à memória do grande democrata barbacenense, Dr. Crispim Jacques Bias Fortes.

A História

Nas investigações feitas não foi possível determinar com rigor cronológico a data certa em que se estabeleceu nestas paragens a primitiva comunidade que deu origem ao agrupamento de famílias, para se constituírem em coletividade.
O certo é que em 1826, a povoação de Quilombo, já gozava da categoria de Distrito com autoridades administrativas e policiais constituídas, como se constata pela leitura dos documentos mais antigos, dos quais tivemos notícia ao elaborar esta tentativa.
Entre os documentos aludidos, citamos as atas lavradas no livro Termo de Conciliações de Bem Viver, aberto e rubricado pelo Juiz de Paz, por nome de José Ribeiro de Almeida, livro que leva o reconhecimento público do Juiz Municipal de Barbacena, pertecnete nesta data à Comarca de Rio das Mortes.
Parece bem provável que o povoado de Quilombo foi elevado a Distrito em 1822 por ocasião da elevação de Barbacena à categoria de vila.
O Arraial de Quilombo como o nome indica, tem sua origem na concentração de escravos fugitivos, que fixaram a residência precária num reduto de terra compreendido entre a confluência de dois rios, Quilombo e Vermelho.
Esta circunstância relembra uma nota muito salientada em todos os tratados historicos-sociais sobre a comunidade e a sociedade, denominados hoje Introdução à Sociologia, as vias aquáticas na formação das primitivas comunidades.
A história de colonização comprova que as primitivas comunidades se concentraram em torno de bacias fluviais ou maritimas, concentrações humanas origem de ulteriores núcleos urbanos, que na maior parte dos casos se constituem berço de florescentes metrópoles.
Seguindo esse princípio importante da história da civilização, constituíram no caso, a primitiva comunidade, denominada durante muitos anos Arraial de Quilombo, que em 1826 pertencia à categoria de Distrito.
Tendo em mente a lenta evolução que se observava no estado de Minas Gerais, na época a que nos referimos, compreende-se que a primitiva história de Quilombo remonta, presumivelmente aos primitivos anos da segunda metade do século XVIII, já que em 1826 não existia mais o quilombo etimológico e histórico, e sim, uma comunidade regularmente constituída, com vida associativa rudimentar, porém civil, e eclesiasticamente organizada, denominada Quilombo, mais por respeito à origem do que pela situação social e histórica.

Evolução de Quilombo
A primitiva comunidade de Quilombo, não obstante sua conformação étnica, viu-se na contingência de descrever uma trajetória oprimida, imposta pelo domínio do homem branco, que procurava estabelecer contato com os refugiados dos redutos para usufruir da sua energia e do seu trabalho.
O certo é que os primitivos quilombolas viveram durante muitos anos num estado rudimentar de vida social. Sua condição de escravos e ainda, de negros fugindo dos pesados anéis da corrente torturadora, inspirou-lhes o saudosismo africano, reproduzindo assim uma vida precária, especificada por institntos de povos em tribo e por ódio ao branco, seu algoz e opressor. Parece ser lei inexorável da evolução a luta e o sacrifício; e essa lei se aplica também ao caso, pois nos consta que o contato dos quilombolas com os brancos se realizou depois de constantes lutas.
Apesar de revolta dos negros, os senhores dominaram a região e formaram-se as grandes fazendas. Havia contudo, um ponto comum entre eles; o pensamento voltado para Deus. Como prova disso, em 1819 iniciaram a construção da Capela Nossa Senhora das Dores do Quilombo, que contou com o braço forte do negro. Nessa época a comunidade de Quilombo já possuía autoridades policiais e eclesiasticas legalmente constituídas.
Passados os anos, já extinta a escravidão no Brasil, os brancos e negros, habitantes dessa região, encontraram paz, harmonia e juntos começaram a trabalhar em prol da comunidade.

Distrito de União
Inspirados e orientados pelo Professor Antônio Marques da Rocha Sobrinho, os moradores decidiram mudar a denominação do Arraial Quilombo para Arraial de União, o que se efetuou em 20 de maio de 1896.
A vida social era animada pelas festas religiosas, das quais o povo da zonal rural também participava. Para transportar seu utensílios domesticos para o arraial, usavam o carro de bois, enquanto as senhoras vianham montadas em cavalos arreados com cilhões.
Nas festas nunca faltavam a presença do caixeiro viajante (camelô), que trazia de outras paragens artigos não existentes no lugar.
Um dos fatores báscios da economia de União foi, como é até hoje, a pecuária cujos produtos derivados (toucinho e queijo) eram transportados para outros centro comerciais, isso se fazia por meio de tropas, conduzidas pelo tropeiro, que procuravam equipar bem seus animais. À frente da tropa vinha a madrinha, sempre bem enfeitada com fitas coloridas, e no peitoril, o cincerro (pequena campainha).
Pelo Decreto-Lei Estadual 148 de 17 de dezembro de 1938, o Distrito de União, foi emancipado, transformando-se em Município com nome de Bias Fortes, homenageando-se o grande democrata Dr. Crispim Jacques Bias Fortes.

Histórico das quatro maiores localidades rurais

Colônia do Paiol
Esta localidade surgiu há vários anos. Não existe uma data precisa quanto ao seu surgimento. Começuu a se formar numa área de terra doada pelo fazendeiro José Ribeiro Nunes a nove escravos alforriados, dentre eles, um conhecido por Justiniano Franco, cujos descendentes em grande número, ainda hoje vivem nesta localidade.
Conta-se que o acesso a comunidade era apenas por trilhas. As casas denominadas choças, eram cobertas por capim e suas paredes feitas de pau-a-pique e rebocadas por tabatingas (barro amassado com os pés). Algumas tinham apenas um cômodo.
Com o trabalho de seus moradores, a comunidade foi se desenvolvendo.
Eram um povo de fé, pois caminhava por entre as trilhas para prestarem seu culto à Deus, na igreja matriz da cidade.
Sobreviviam com o trabalho prestado nas fazendas, onde conseguiam unicamente o necessário para a manutenção de suas familias.
A Igreja Católica, através de seus padres, sempre deu um grande apoio à comunidade, procurando levar a mensagem do Evangelho e expandindo o reino de Deus com a colaboração de pessoas da localidade, dentre as quais Marinho Justiniano Franco, um homem que era por todos respeitado. Hoje a comunidade une seus esforços em prol da construção de uma capela, que espera poder inaugurar em breve.
Em termos de melhoramento social foi construída uma escola, que atende cerca de 140 crianças de nossa comunidade. Temos também um posto de saúde em pleno funcionamento. É importante citarmos que neste mandato foram executadas várias obras como rede de esgoto, campo de futebol e pavimentação asfáltica de nossas ruas. Um dos pontos gratificantes é a união e a força de todos os moradores da comunidade, principalmente a participação dos jovens. Sempre que podem participam, pois, por falta de fonte de trabalho, os homens são impelidos a deixarem suas residências, para trabalharem fora, chegando as vezes a ficar um mês fora do convívio familiar.

Fátima
A localidade de Fátima teve seu início com a denominação de Velhas. Não é possível determinar com rigor a data de seu surgimento. Apenas através de conversa com pessoas mais idosas conseguimos levantar alguns dados importantes.
A vida religiosa de nossos antepassados era profunda, eles caminhavam grandes distâncias para fazerem suas orações e era Fátima o ponto de encontro das comunidades de Correias, Santana, Abreus, Ventenas e outras comunidades é que seu deu iniício a referida localidade.
Foi então construída a capela cuja Padroeira é Nossa Senhora de Fátima. O objetivo da construção foi facilitar a vida dos moradores da região, que enfrentavam estradas ruins para irem até a sede do Município participarem de celebrações. Devido ao incentivo da Igreja para construir sua capela e a doação de Carlos Lulu do terreno para a referida construção, houve a união das comunidades. Aí construíram sua capela e à sua volta foram sendo construídas casas, dando início ao pequeno arraial.
Fátima, como qualquer localidade rural, enfrenta o problema de falta de lazer, pois o único esporte existente na localidade é o futebol.
Possuímos uma escola de 1ª a 4ª série, um posto de saúde, telefone público e rede esgoto e água.

Várzea de Santo Antônio
Esta localidade surgiu devido à longa distância entre a região e a sede do Município, o que dificultava as pessoas de cultivarem suas crenças religiosas. A região é bastante montanhosa devido à proximidade da Serra de Ibitipoca. Existia uma várzea grande e bem localizada na propriedade de Benjamim Lopes de Paula, o qual doou o terreno para a construção de uma capela, que passou a ser o ponto de encontro dos moradores da serra e de outras localidades vizinhas.
Por vários anos a Várzea ficou sendo apenas um local de oração, pois os moradores continuaram os mesmos. No ano de 1957, o Padre Antônio da Mercês Gomes decidiu ampliar o patrimônio da capela, e a partir daí surgiu a referida localidade.
Graças ao seu Padroeiro Santo Antônio, a antiga Várzea passou a ser denominada Várzea de Santo Antônio.
As pessoas que moravam nas redondezas começaram a construir suas casas nos terrenos pertencentes à Igreja, que somente mais tarde foram legalizados e conferida a escritura a seus respectivos donos. Por vários anos, os moradores residiram sem ser donos de seus próprios terrenos.
Hoje, a comunidade possui uma estrutura razoável, com rede de esgoto e água, posto de saúde, posto de correio, campo de futebol, telefone público e uma escola de pré-escolar e de 1ª a 4ª série, uma das mais antigas da região.

Ponte Nova
Seu nome originou-se de uma ponte que foi construída há vários anos atrás, situada na rodovia MG-135 que fica apenas a 6km da sede do Município. Naquela época aqui habitavam poucas famílias, cujos descendentes, hoje nos contam como começou a comunidade.
A Igreja como sempre contribuiu grandemente para o desenvolvimento de nossa comunidades, pois o apóio dos padres na conscientização dos direitos humanos abriram espaço pela luta de nossos direitos e assim, nossa comunidade conseguiu melhorar suas condições de vida.
Por ser uma comunidade pequena não há muita opção de lazer, pois a população é de pessoas mais idosas; os jovens são obrigados a procurar trabalho fora, uma vez que as oportunidades de trabalho nas cidades pequenas são escassos.
Na área da educação há uma escola onde funcionam o pré escolar e as séries iniciais. Para o lazer há um campo de futebol, festas juninas organizadas pela comunidade; no início do mês de agosto é realizado um torneiro leiteiro e cavalgada, a qual reúne grande número de pessoas; no mês de outubro realiza-se a festa da padroeira, que é Nossa Senhora Aparecida.

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